17 de ago de 2011

Proprietários do Supermax caem em golpe de 2 milhões em Foz

Foto: Filipe Lafuente

A rede de supermercados Supermax, com três lojas em Foz, contabilizou um prejuízo próximo de R$ 2 milhões neste ano. Apesar de as vendas estarem em alta e o grupo estar perto de abrir mais unidade em um dos bairros mais populosos da cidade, os proprietários decidiram fazer um investimento muito arriscado. O empresário Antonio Cassanego, fundador da rede supermercadista, e sócio resolveram comprar créditos fiscais federais e caíram num golpe aplicado em todo o Brasil.

Em fevereiro deste ano, conforme consta na ação ajuizada na 1ª Vara Criminal da Justiça Estadual da Comarca de Foz de Iguaçu, um dos cinco acusados, procurou os empresários oferecendo créditos da Receita Federal, passiveis de compensação imediata. Em seguida foi incluído na negociação um advogado – supostamente de Londrina – que apresentou mais duas pessoas ligadas a uma empresa de São José do Rio Preto (SP).

Segundo o processo, os supostos golpistas exigiram uma procuração dos empresários para uma quinta pessoa, que seria dono de uma empresa no Pará. A última etapa da fraude incluiria a abertura de procedimento administrativo na Receita Federal, a quem caberia a análise sobre o pagamento ou não do crédito fiscal.

A RF informou não existir o crédito fiscal. Com isso, a rede supermercadista arcou com um prejuízo de aproximadamente R$ 2 milhões. Além da empresa iguaçuense, o golpe milionário teria lesado outros empresários do país.

O grupo lucrou, de acordo com informações na representação criminal, R$ 52 milhões, valor este que os denunciados afirmavam possuir em créditos com a Receita Federal.

Os suspeitos são acusados de estelionato, formação de quadrilha e falsidade ideológica. A prisão preventiva dos envolvidos foi solicitada na ação impetrada pelo Supermax.

Em contato com a Delegacia da Receita Federal, a reportagem foi informada que de modo geral os títulos públicos não circulam. E que para não serem vítimas de golpes, as pessoas devem se informar no órgão para saber se "há o mínimo de razoabilidade".

"Do âmbito fiscal existem empresas que têm incentivos e créditos, mas são decorrentes de atividades e a Receita Federal tem o controle destes créditos e eles evidentemente não podem ser negociados", explicou o assessor da delegacia em Foz, Ivair Luiz Hoffmann.

Tais títulos só podem ser usados para a própria empresa se ressarcir ou compensar impostos. Mas isso sem intermediários.

Com informações de A Gazeta

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