25 de jun. de 2011

Voar, voar, voar...Aeroricha está de volta

Charge Jair R. Santos
O governo do Paraná voltou a abrir licitação para o aluguel de um avião a jato para servir ao governador Beto Richa. A solicitação foi feita no dia 30 de maio, mas só foi publicada no Diário Oficial na quarta-feira, véspera de feriado.O governo pretende pagar até 22 reais por quilômetro voado, o suficiente para dar seis voltas e meia ao redor do planeta Terra. O aluguel por um ano pode custar até cinco milhões, 913 mil reais.

O executivo havia cancelado uma licitação para o fretamento de uma aeronave, depois que o aluguel de um avião pela Assembleia Legislativa, apelidado de Aero-Rossoni, ser bastante criticado.

Agora, Beto Richa voltou a abrir o processo. No início do ano, o executivo fretou um avião e um helicóptero emergencialmente, pertencentes a empresa Helisul, sem licitação, por três meses, com um custo de dois milhões de reais.

Atualmente, tramita na justiça um pedido de informação do deputado estadual Tadeu Veneri (PT), que fez uma série de questionamentos sobre o contrato emergencial. O governo tem até a próxima quinta-feira para enviar os esclarecimentos à Assembleia Legislativa.

Caso contrário pode ser obrigado a pagar uma multa de 10 mil reais.

Blog da Joice

24 de jun. de 2011

PEC da Sáude: Nova regra impedirá chuncho de Requião e Beto Richa

Separados politicamente, unidos em não cumprir gastos na saúde


O presidente da Câmara dos Deputados, Marco Maia, anunciou que votará na primeira semana de julho a regulamentação da emenda 29 da Constituição. Trata-se da melhor notícia para a saúde dos brasileiros em muito tempo.

Hoje, a Constituição manda que os governos estaduais gastem 12% de suas receitas correntes líquidas com saúde. Mas, no Paraná, por exemplo, faz-se historicamente um chuncho para fingir que a norma é cumprida.

Tanto Lerner quanto Requião usavam verbas não ligadas diretamente à saúde para complementar os 12%. E diziam que fazer esgoto, por exemplo, reduz doenças. Assim, contavam a verba de saneamento como sendo de saúde.

É verdade: fazer esgoto ajuda a prevenir doenças. Mas isso não quer dizer que o estado possa gastar menos do que 12% em saúde de fato, como manda a lei.

Como a regra não era clara, agora faz-se a regulamentação e impede-se o chuncho. O que, aliás, é providencial para os paranaenses.

Antes de assumir o governo, Beto Richa disse que não repetiria o chuncho dos antecessores. No entanto, na Lei de Diretrizes Orçamentárias que enviou à Assembleia, prevendo o orçamento de 2012 com o programa Leite das Crianças fazendo parte da verba da saúde.

Rogério Galindo - Caixa Zero

23 de jun. de 2011

Foz quer um nome da Itaipu


Pesquisas para consumo interno, realizadas pelo PT, demonstram que o quadro está muito favorável ao partido em Foz do Iguaçu. O sonho dos iguaçuenses é ter uma administração municipal igual à de Itaipu. E é de Itaipu que deverá sair o candidato a prefeito pelo partido, pra defender todas as conquistas obtidas pela cidade nos últimos anos.

O nome do diretor-geral brasileiro da usina, Jorge Samek, é o favorito. Seria uma candidatura de aclamação. Já o nome do superintendente de comunicação social e presidente do Fundo Iguaçu, Gilmar Piolla, embora sem filiação partidária, aparece como alternativa de renovação da política local, caso Samek decida permanecer no comando da Itaipu.

Ambos têm perfil agregador e são vistos como capazes de dar um salto de qualidade na gestão municipal, liderando um projeto estratégico para Foz do Iguaçu. O deputado Reni Pereira, por sua vez, apesar da alta popularidade, larga na frente, mas tende a perder fôlego.

Sua candidatura é vista nas qualitativas como sem personalidade. Ele tem liderança fraca e perfil desagregador. Além disso, ele não consegue unir o seu próprio partido, o minúsculo PSB.

Boca Maldita

Burocracia engessa 40 mil sacoleiros

Foto: Agência Brasil

Passados seis meses de seu lançamento pela Receita Federal, o RTU (Regime de Tributação Unificada) ainda não decolou. A Lei dos Sacoleiros, como é conhecida, já poderia estar beneficiando perto de 200 empresas de todo o Brasil, não fosse o entrave burocrático. Essas empresas já apresentaram a documentação para a RF tornando-se habilitadas para usufruir dos benefícios. Isso, é claro, se o Regime já estivesse funcionando na prática. A região da fronteira conta com um universo de 40 mil sacoleiros.

As novas regras de importação diferenciadas se restringem à entrada de produtos via terrestre, por intermédio da fronteira entre Brasil (Foz do Iguaçu) e Paraguai (Cidade do Leste), a ser feito por microempresários optantes do Simples Nacional já cadastrados ao RTU.

A alíquota – reunindo todos os encargos federais para a legalização -, é de 25%. O imposto único não inclui os tributos municipais e estaduais. Em suma, a lei permite a legalização da atividade desenvolvida por milhares de compristas que sobrevivem do comércio de produtos oriundos do vizinho país. A procura pela legalização da atividade é lenta. Decreto autoriza apenas a aquisição de eletrônicos e materiais de informática. Itens como brinquedos e utensílios de cozinha em larga escala ainda estão proibidos. O grande dilema ainda envolve o sistema unificado entre Brasil e Paraguai.

Das 187 empresas inscritas, 52 estão sediadas no Paraná e 22 somente em Foz do Iguaçu. Os outros estados com maior número de habilitações são São Paulo, com 32 empresas, Rio Grande do Sul, com 20 e Santa Catarina com 19. Os números comprovam que a maioria dos interessados em trabalhar por intermédio do Regime de Tributação Unificada é do Sudeste e Sul do País.

De acordo com Ivair Luiz Hoffmann, da assessoria de imprensa da RF em Foz do Iguaçu, grande parte das empresas não obtém êxito na habilitação em um primeiro contato. "É necessária uma documentação complementar, bastando comprovar o enquadramento no Simples".
A princípio, a expectativa inicial é de que o sistema passe a operacionalizar em outubro ou novembro. 

Com a criação do Regime de Tributação Unificada, sacoleiros passam a ser conhecidos como microempresários.  O RTU permite a importação, via terrestre, de mercadorias oriundas do Paraguai, na fronteira entre Foz do Iguaçu e Cidade do Leste. A entrada em operação depende do módulo informatizado integrado.

Vandré Dubiela - O Paraná

22 de jun. de 2011

Pesquisa revelará perfil de quem utiliza a Ponte da Amizade




Mapear o perfil das pessoas que passam pela região primária da Ponte Internacional da Amizade (PIA). Esta é a missão de universitários da UDC a partir das 6h da manhã desta quinta, 23. O levantamento segue até o dia 30 de junho. A informação sobre o início da pesquisa foi postada no microblog Twitter e no perfil do Facebook da faculdade.

Pela primeira vez, desde a contrução da Ponte - que separa Foz do Iguacu de Ciudad Del Este - há mais de 40 anos, uma pesquisa deste porte é realizada. O resultado vai revelar com detalhes quem são, onde vivem, o que pensam e sentem as pessoas que atravessam a fronteira mais movimentada do país.

As informações ajudarão os acadêmicos, a instituição e a Receita Federal a formar uma identidade de quem usa o acesso para trabalhar, comprar ou visitar.

A Fundação Nosso Lar, entidade assistencial de Foz, também realizou uma pesquisa na Ponte da Amizade. O objetivo era descobrir o perfil das crianças e adolescentes que viviam situação de risco na fronteira.

Foram descobertos inúmeros casos de meninos e meninas brasileiras que buscavam renda no Paraguai e também crianças do país vizinho que atravessavam a Ponte em busca de dinheiros nas ruas de Foz.

Essa realidade foi descrita no livro Abandono, Exploração e Morte. A publicação é de autoria de Valtenir Lazzarini  e foi editada pela Fundação Nosso Lar, Instituto Elos e Itaipu Binacional. (Foto: Roger Meireles)

O céu colorido de Carol Cañete


Nem todo dia o céu é azul. Dependendo do clima e, principalmente nas horas de despedida do sol, Foz ganha um céu alaranjado, vermelho, rosa, enfim, as cores do mundo. E são essas cores que a câmera da publicitária Carol Cañete registra.

“Trabalho com redatora, brinco de ser fotógrafa e aprendo todo dia a dura vida de ser adulta”, se define. Em suas fotos, sua cidade natal em tons que nem sempre prestamos atenção. Uma paleta de coloração fantasiosa.

Segundo Cañete, Foz é privilegiada por um céu tão único. “Aqui a cor é natural, diferente do de uma metrópole como São Paulo, por exemplo, que é cinza”, explica. E, mesmo quando os tons mais frios insistem em aparecer por aqui, o arco-íris quebra a seriedade e dá nova vida ao dia. Leia mais...

Letícia Lichacovski - H2FOZ

Veja mais fotos de Carol Cañete AQUI

“ A ajuda da ministra Gleisi Hoffman é fundamental”, afirma secretário de Esportes

Investimento no Centro Olímpico é de R$ 21 milhões

O secretário de Esportes, Márcio Ferreira, segue otimista na cruzada do Município para construir um Centro Olímpico na Vila A.  A motivação vem da nomeação da senadora, Gleisi Hoffman, para o Ministério da Casa Civil. De acordo com ele, um primeiro contato já foi realizado com a assessoria da ministra, e após a composição de equipe de trabalho na Casa Civil, uma reunião será agendada.
O assunto em pauta é a liberação de recursos para o Centro Olímpico. O projeto audacioso inclui a construção de um ginásio para sete mil pessoas, um campo com arquibancada com capacidade para três mil expectadores, uma pista de atletismo, um alojamento, complexo aquático com piscinas olímpicas e outros campos de treinamento.

“ A ajuda da ministra Gleisi Hoffman é fundamental. Existe R$ 200 milhões disponíveis no Ministério do Esporte para infraestrutura em esporte de alto rendimento. O apoio político pode ajudar na liberação dos recursos”, acredita Ferreira.
O secretário de Esportes comentou que no ano de 2010 o Ministério dos Esportes liberou R$ 100 milhões, mas os projetos das cidades não atenderam os requisitos básicos, e o dinheiro nem saiu dos cofres federais. O contrário ocorre com a proposta iguaçuense.


"Foz recebeu 28 mil atletas no ano passado", diz Ferreira (Foto: Blog do Mafra)
 
“O projeto segue os padrões solicitados. Diferente dos outros municípios, Foz tem uma estrutura hoteleira e de aviação suficiente para sediar competições internacionais, principalmente ser subsede de uma seleção na Copa de 2014. O que nos falta é a estrutura esportiva”.
O valor do Complexo Esportivo é de R$ 21 milhões. Em julho, já está programada uma rodada de reuniões no Ministério dos Esportes  Uma das soluções discutidas entre o secretário e os representantes do Governo Federal foi a separação das obras do projeto.
“Visando a proximidade da Copa, surgiu a ideia de que as chances de aprovação cresceriam com a liberação de  recursos para a construção do estádio e outros campos de treinamento, além do ginásio,  o que facilitaria a escolha de Foz para recepcionar uma das seleções do Mundial em 2014. A pista de atletismo e as piscinas entrariam em outro pacote de obras”, explicou.
Ferreira também comentou que nos próximos meses Foz será palco de importantes jogos de basquete e futsal. A cidade receberá jornalistas de todo o país. “A licitação já foi aberta e o Ginásio Costa Cavalcanti receberá um investimento de R$ 500 mil para sediar partidas destas duas modalidades”.
Em julho, Falcão, o melhor jogador de futsal do mundo, estará em quadra com Seleção Brasileira para enfrentar o Paraguai. Entre os dias 24 e 26 de agosto é a vez dos atletas do basquete brasileiro disputar um torneio de preparação  para o Pré-Olímpico na Argentina. A Copa Jenaro Tuto Marchand vai reunir astros das seleções do Brasil, Canadá, Porto Rico e República Dominicana. O evento terá apoio de Itaipu e Eletrobrás.

Justiça dá prazo para o governador Beto Richa explicar contrato de aluguel com a Helisul

Charge do publicitário Jair R. Dos Santos

O Estado tem até a quinta-feira da semana que vem para prestar esclarecimentos sobre o aluguel de um avião e um helicóptero por três meses no valor de R$ 2 milhões. A determinação é do desembargador do Tribunal de Justiça do Paraná Telmo Cherem. O deputado Tadeu Veneri (PT) fez um pedido formal de explicações há dois meses, que foi aprovado pela Assembleia Legislativa. No entanto, as informações não foram repassadas. Ele entrou na justiça para obrigar o estado a prestar os esclarecimentos.

O TJ determinou que, caso o executivo não divulgue as informações, o governador Beto Richa, o procurador geral do estado, Ivan Bonilha, o chefe da Casa Civil, Durval Amaral, e o chefe da Casa Militar, Adilson Casitas, serão multados em 10 mil reais por dia. Tadeu Veneri quer saber, por exemplo, quais as especificações das aeronaves, detalhes do contrato e da empresa contratada e de quem são os aviões.

O convênio com a Helisul terminou no último dia 10 e não foi renovado. A contratação foi feita emergencialmente e não passou por licitação. (Blog da Joice)

Estado deixou de repassar R$ 1,8 mi de custeio ao Hospital Municipal


Desde dezembro, o Hospital Municipal não recebe nenhum recurso do Estado. Até o final do ano passado, o governo paranaense garantia o envio de R$ 300 mil mensais para o custeio do hospital.

Em janeiro, o governador Beto Richa decretou moratória para analisar as contas e interrompeu vários repasses aos municípios. Porém, após seis meses, o recurso ainda não voltou a ser enviado à prefeitura de Foz.

Na prática, o Hospital Municipal já pode ser considerado uma unidade de atendimento regional. Apesar de não receber verbas para ajudar no funcionamento, a prefeitura segue atendendo pacientes vindos de cidades vizinhas.

O custo de atendimento em alta e média complexidade, bancado exclusivamente com o dinheiro do contribuinte iguaçuense, aumentou nos últimos meses com a demanda de pacientes da região. Hoje, o valor de R$ 300 mil é insuficiente. É necessário R$ 1 milhão ao mês, apontou o prefeito Chico Brasileiro.


“É claro que isso não é bom, no entanto não estamos, de forma nenhuma partindo para o confronto, ao contrário estamos tentando o diálogo através do chefe da Regional de Saúde, Dr. Odair, que está intermediando a questão junto ao Governo. Esperamos que o impasse seja resolvido e venhamos a receber esses recursos de forma retroativa, pois a Prefeitura está arcando sozinha com todos os gastos”, afirmou.

Com a palavra nossa “força” política junto ao Governo do Estado. O povo precisa de resposta.

Noticias do Front

21 de jun. de 2011

TCE autoriza uso de royalties na folha de pagamento



Atendendo pedido feito pela Amop (Associação dos Municípios do Oeste do Paraná) e Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, o TCE (Tribunal de Contas do Estado) aprovou instrução normativa que adota consenso nacional sobre metodologia de apuração da receita corrente líquida e do limite de gastos com pessoal, previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

A instrução, aplicável a municípios e ao Estado, detalha a classificação da despesa de pessoal e encargos. Com esta orientação, municípios e Estado têm ampliação na base de cálculo da folha de pagamento.
Com a medida, os royalties pagos pela usina de Itaipu aos municípios que tiveram área alagada com a construção da usina voltam a compor integralmente a receita corrente líquida, podendo ser incluídos na sua totalidade para efeitos de cômputo de gastos com pessoal.

Até então, em virtude de TAC (Termo de Ajuste de Conduta) firmado em 2008 entre prefeituras e TCE, todos os anos era lançado um gatilho redutor de 5,85% na rubrica de recursos livres dos royalties para recursos vinculados. Na prática, significava que os recursos não poderiam ser mais utilizados na folha de pagamento do funcionalismo.

“Isso não significa que os royalties serão utilizados para o pagamento de despesa com pessoal, mas vai alterar o cálculo que se fazia para a composição da receita corrente líquida. Isso vai melhorar a situação das prefeituras, pois os índices com pessoal vão diminuir”, explica o prefeito de Entre Rios do Oeste e presidente do Conselho de Desenvolvimento dos Municípios Lindeiros ao Lago de Itaipu, Elcio Zimmermann. Em alguns municípios, como Missal, o gasto com os funcionários já estava quase passando dos 54%.

O pagamento de royalties aos municípios que tiveram áreas alagadas segue até o ano de 2023. O maior recurso é pago a Santa Helena. Foz do Iguaçu é a segunda cidade na lista do repasse.

O Paraná

20 de jun. de 2011

Ato Público pela construção de viadutos será realizado dia 30

Vereadores conversam com representantes sobre detalhes do ato
Foto: Rodrigo Monzon

“Foz pede Passagem, Viadutos já”! Esse é o slogan da campanha que vai mobilizar os moradores de Foz do Iguaçu, no próximo dia 30 de junho. A manifestação será às 16 horas, entre a rotatória da Avenida Paraná, BR-277, e a Avenida Araucária (antiga Avenida I, Floresta Clube). A iniciativa da Câmara de Vereadores, através do requerimento Nº 128/2011, ganhou o apoio de várias entidades, igrejas, sindicatos e lideranças comunitárias.

O ato público é uma forma de pressionar as autoridades estaduais e federais para a construção de viadutos e trincheiras na rodovia. Os pontos considerados críticos no perímetro urbano da BR-277 em Foz do Iguaçu e indicados para receber as obras são: os trevos de acesso à Vila A, CTG Charrua, Avenida Costa e Silva, Portal da Foz e Avenida Beira Rio. A proposta da Comissão organizadora do manifesto é um movimento pacífico com faixas, carros de som e distribuição de panfletos e adesivos aos moradores e motoristas que sofrem com os congestionamentos no trecho.

“É um risco diário, as pessoas querem mais segurança no trânsito e facilidade para se deslocar do centro até a região norte da cidade, o viaduto deve ser prioridade”, afirmou o presidente da Câmara de Vereadores, Edílio Dall’Agnol.

Há mais de dez anos, o governo Federal repassou a administração do trecho urbano da BR-277 em Foz do Iguaçu para o governo estadual, que acabou privatizando a rodovia. Segundo o vereador Nilton Bobato, Presidente da Comissão das Estradas Federais, o projeto de construção dos viadutos já existe e a obra teria sido licitada pelo antigo DNER.

“No contrato, consta a manutenção de três viadutos, não sabemos ainda se estamos pagando esse ônus na tarifa de pedágio; o fato é que não podemos esperar mais, os canais de negociação foram abertos e não andaram”, disse o vereador.

No mês passado, o Secretário Estadual de Infraestrutura, José Richa Filho, se comprometeu a visitar a cidade com uma equipe técnica para avaliar a situação do tráfego na rodovia, mas até agora não apareceu.

Diante dessa demora para resolver a questão, o vereador Zé Carlos apresentou o requerimento pedindo a realização do ato público. “É uma luta de toda a sociedade, o município se desenvolveu bastante naquela região. Temos várias escolas e universidades, precisamos construir uma alternativa urgente para desafogar o trânsito”. (Assessoria Câmara)

A hora de investir em Foz é agora


Gilmar Piolla*

Depois de mais de uma década perdida, quando a estagnação econômica fez a cidade, literalmente, parar no tempo, Foz do Iguaçu desperta agora para o futuro e inicia um novo ciclo de desenvolvimento em sua história. A retomada dos investimentos públicos e privados transforma a cidade num canteiro de obras. Foz do Iguaçu parece, enfim, acordar do seu sono esplêndido, após um longo e tenebroso inverno.

Com o apoio da Itaipu Binacional, a cidade atrai mais de R$ 1 bilhão em investimentos do governo federal e assume sua verdadeira vocação, consolidando-se como cidade turística, do conhecimento e das novas tecnologias. Os investimentos se concentram nas obras da Universidade Federal da Integração Latino-Americana (Unila), segunda ponte com o Paraguai, novo Trevo da Argentina e Contorno Leste (ainda na fase de projetos), reforma do Aeroporto Internacional Cataratas, restauração da Rodovia das Cataratas, revitalização da Avenida Tancredo Neves, novo Mirante Central da Itaipu e acesso à Unila, dentre outras.

O turismo ganha novo impulso. As campanhas de divulgação e promoção do Destino Iguaçu, coordenadas por Itaipu, em parceria com a Prefeitura Municipal e as entidades empresariais do setor, no âmbito da gestão integrada do turismo, têm feito a cidade bater recordes sucessivos de visitação. Foz do Iguaçu se firma como destino turístico de qualidade para lazer, eventos, ecoaventura e compras.

 Os investimentos da Itaipu na criação do Parque Tecnológico Itaipu (PTI) e para garantir a conquista da Unila e do Instituto Federal do Paraná (IFPR) estão fazendo surgir em nossa cidade um dos mais promissores polos universitários do Brasil. Somadas à Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste) e às instituições privadas já instaladas, temos condições de formar um polo universitário de mais de 30 mil alunos nos próximos quatro ou cinco anos.

Em outra ação apoiada e mantida por Itaipu, Foz do Iguaçu vem se revelando como a cidade dos veículos elétricos. Dessa parceria, que envolve grandes marcas e interesses mundiais, já saíram automóveis, caminhões e micro-ônibus elétricos, ônibus híbridos e até mesmo carrinhos elétricos para catadores de papel. Com uma linha de financiamento de R$ 30 milhões, da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), pretendemos desenvolver aqui as baterias que vão equipar os veículos elétricos brasileiros. O domínio dessa tecnologia é de fundamental importância para diminuir o custo de fabricação dos veículos elétricos.
 
Veiculo Elétrico produzido na Itaipu Binacional (Foto: JIE)

O setor privado vem no embalo e os investimentos ultrapassam R$ 400 milhões, em especial na expansão da rede hoteleira. A rede Orient-Express acaba de concluir a reforma dos 192 apartamentos do Hotel das Cataratas, deixando-o no mesmo padrão do Copacabana Palace, do Rio de Janeiro. A rede GJP Hotéis e Resorts está concluindo a construção de 110 novos apartamentos do Hotel GJP Iguassu Resort. A rede de Hotéis Slaviero passa a operar o antigo hotel Golden Foz, que foi totalmente reformado e acrescentará 189 apartamentos à nossa capacidade hoteleira.


A rede Mabu de Hotéis & Resorts também aposta neste bom momento de Foz do Iguaçu e deu início às obras de ampliação do seu complexo. Serão mais 155 novos apartamentos. Já a rede Bourbon de Hotéis & Resorts vai construir um novo estabelecimento: o Bourbon Express, com 200 novos apartamentos, em frente ao Cataratas JL Shopping. A Tropical Hotels & Resorts planeja o seu retorno. E a Rede Bonaparte de Hotéis deverá investir cerca de R$ 25 milhões na construção de um hotel Holiday Inn, com 145 apartamentos, na região central da cidade. As obras de expansão da rede hoteleira abrangem, ainda, o Recanto Park Hotel, o Tarobá Express, o Del Rey e o Plaza Foz, dentre outros.

O setor imobiliário também está muito aquecido, o que dá novo impulso à construção civil. O desafio é grande, a ponto de já provocar um verdadeiro “apagão” de mão de obra especializada. A chegada do grupo AlphaVille Urbanismo, com o lançamento bem sucedido de dois grandes condomínios residenciais, estimula o surgimento de outros empreendimentos de menor porte. E, assim, multiplica efeitos positivos em toda a cadeia produtiva da construção civil e do mercado imobiliário. O setor de serviços, por sua vez, desponta com grande potencial de crescimento e de oportunidades de negócios.


Hospital Municipal de Foz do Iguaçu (Foto: AMN)


 Por outro lado, a Prefeitura Municipal voltou a desempenhar papel atuante no desenvolvimento da cidade. Recuperou a capacidade de investir em obras de infraestrutura e na expansão da oferta de equipamentos e serviços essenciais. Os recursos da municipalidade são aplicados na revitalização da malha asfáltica, construção de creches, escolas, centros de convivência, postos de saúde e no Hospital Municipal. Mas é possível avançar ainda mais, com choque de gestão, reforma administrativa e planejamento estratégico.

Apesar dos entraves ainda existentes, tudo nos leva a crer que Foz do Iguaçu está retomando as rédeas do seu destino. Assistimos a uma mudança de mentalidade – e de paradigmas. O futuro é promissor. Precisamos acreditar nas nossas potencialidades e correr atrás dos nossos sonhos.

*Gilmar Piolla é jornalista, superintendente de comunicação social da Itaipu Binacional e presidente do Fundo de Desenvolvimento e Promoção Turística do Iguaçu – Fundo Iguaçu

18 de jun. de 2011

Mabu investirá R$ 30 milhões em hotel de Foz do Iguaçu


Na foto o superintendente da rede Mabu, Alberto Asseis, e o presidente do grupo, José Maria Abujamra

O presidente da rede Mabu de Hotéis e Resorts, José Maria Abujamra, anunciou há pouco, durante jantar do Clube do Feijão Amigo, o projeto de expansão do Mabu Thermas Resort.
Entre outros aspectos, o plano consiste no aumento do número de apartamentos, que passará de 208 para 363, e na construção de uma área de convenções de 15 mil metros quadrados – as obras deverão ser concluídas em maio do ano que vem. Ao longo dos próximos dez anos, a rede Mabu investirá R$ 30 milhões no empreendimento.

“Nosso desafio é e sempre será proporcionar experiências inigualáveis a nossos hóspedes”, conta Abujamra. “Pesquisas constataram a importância de um local mais amplo na unidade de Foz do Iguaçu. Essa necessidade pôde ser identificada em diferentes momentos de 2011, com o crescimento dos voos diários e o recorde de visitantes no primeiro trimestre, por exemplo. No feriado de Corpus Christi o hotel estava com todos os apartamentos reservados com dois meses para a data”, complementa o superintendente da rede, Alberto Asseis.

Abjamara também divulgou uma parceria com a TV Globo por meio da qual adaptará a área de lazer do hotel, que passará a ter como tema o Sítio do Picapau Amarelo.
“Vamos transportar o Sítio do Picapau Amarelo do mundo virtual para o real, tornando a emoção um sentimento presente nas crianças e nos adultos. Com esta ação, o Mabu será o único hotel do Brasil com uma área adaptada para vivenciar a história contada por Monteiro Lobato”, analisa Abujamra.
Portal Panrotas

Nosso Tempo Digital leva história da fronteira para web

O Brasil enfrenta a ditadura militar. A população reivindica o fim do governo opressor, o fim da censura e a volta das liberdades civis. É nesse contexto que nasce o jornal Nosso Tempo. A primeira edição do semanário circula em 3 de dezembro de 1980, com uma corajosa capa denunciando a tortura em órgãos de segurança da cidade.

Durante grande parte da década de 1980, Nosso Tempo é o único jornal de uma região estratégica no contexto nacional. Cabe ao semanário registrar a história de Foz do Iguaçu, dos municípios do Oeste do Paraná, do Paraguai e da Argentina, os governos, as manifestações populares, as transformações da sociedade, enfim, o dia a dia de uma zona de conflitos constantes.

Trinta anos após a primeira edição, a quase centenária Foz do Iguaçu ganha um presente para a preservação da sua história. O acervo do jornal foi recuperado, digitalizado e publicado na internet. Agora será possível fazer uma releitura histórica visitando o site Nosso Tempo Digital, a ser lançado segunda-feira, 20, no salão de eventos do Hotel Foz do Iguaçu.

Além da apresentação do portal, será lançada uma exposição com a reprodução de 40 capas e páginas históricas do jornal. A edição retrata bandeiras levantadas por Nosso Tempo, como a luta para derrubar a ditadura no Brasil e no Paraguai, a liberdade de expressão, solidariedade aos árabes, Diretas Já, manifestações populares, e entrevistas com pioneiros.

O evento também pretende integrar gerações, fazer uma ponte entre quem viveu o extinto “nanico” da imprensa alternativa (personagens, editores, trabalhadores e apoiadores) e os moradores da cidade, como trabalhadores de diferentes áreas, estudantes, universitários, jornalistas, sindicalistas, e educadores. Tudo isso ao som da banda “Nem Pelé, Nem Maradona”, que conta com o talento de brasileiros e argentinos.

O projeto – A primeira etapa do projeto reúne as 387 edições de 1980 a 1989. Esse material estava disponível apenas em coleções particulares e na Biblioteca Municipal. O acervo, entretanto, tem se deteriorado com o tempo, correndo o risco de desaparecer com o passar dos anos. Já a segunda etapa do projeto, com a digitalização das edições de 1990 a 1994, será lançada no segundo semestre.

Assessoria

Nota do Editor: Aluizio Palmar (foto) é um dos desbravadores do Nosso Tempo. Ele é um dos principais jornalistas que lutou contra a opressão militar durante a ditadura no Brasil.

Lula critica mídia e agradece a blogueiros

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a atuação da imprensa e agradeceu a "blogueiros" por terem, nas suas palavras, revelado "uma farsa que estava acontecendo" durante a campanha eleitoral do ano passado. Lula referia-se ao episódio em que o então candidato do PSDB, José Serra, teria sido atingido por um objeto durante uma passeata no Rio de Janeiro.

No II Encontro de Blogueiros Progressistas, em Brasília, o ex-presidente disse ter viajado por 16 países desde que saiu do governo e afirmou que o comportamento da mídia, especialmente na América Latina, "é quase lamentável". "Eu nunca me preocupei com a crítica se ela é verdadeira, o que me preocupa são as inverdades, a má-fé, as difamações, como aquela pedra, aquele meteorito de papel que caiu na cabeça de um candidato no ano passado", afirmou Lula.

"Foi quando eu disse que nosso adversário tinha que ter a coragem de pedir desculpa ao povo brasileiro", acrescentou. "É o único momento em que um candidato sai mais fraco do que quando entrou (na campanha eleitoral)", disse.

Lula afirmou que foram os "blogueiros" que impediram que esse episódio gerasse prejuízo eleitoral para a então candidata Dilma Rousseff. "Vocês tiveram papel extraordinário. Vocês demonstraram uma coisa fantástica: o povo não precisa mais de intermediários", afirmou sob aplausos dos participantes do encontro.

O ex-presidente pediu que aos "blogueiros" ajam com seriedade e façam críticas sérias, sem perder a razão, "porque a direita não brinca em serviço". E, novamente, criticou José Serra: "Quando vocês foram xingados de blogueiros sujos (por Serra durante a campanha eleitoral), vocês foram xingados por quem promovia a sujeira".

E na presença do ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, Lula deu um conselho que ele teria aprendido durante seu governo para levar adiante os projetos na área, como a universalização da banda larga.  
Agência Estado